HISTÓRIA DA FÓRMULA 1 – PARTE 6
- Racing Guimarães
- 19 de dez. de 2018
- 5 min de leitura
2010: O RETORNO DE SCHUMACHER E UM CAMPEONATO BEM DISPUTADO
O ano de 2010 foi marcado pelo retorno de Michael Schumacher e o retorno do nome Senna na Fórmula 1, surgiram três novas equipas (Hispania Racing Team, Virgin - actual Marussia F1 Team - e o retorno humilde da Lotus (futura Caterham F1 Team). O campeonato começou forte com uma dobradinha da Ferrari no GP do Barein, durante o ano a McLaren usou o duto frontal para ganhar de 5 a 10 km/h a mais nas retas isso foi copiado por todas as equipas; Rubens Barrichello foi para a Williams, que trocou o motor Toyota pelo Cosworth, e no meio do ano foi proibido o jogo de equipa após o jogo de equipa da Ferrari depois que o director Stefano Domenicali ordenou que Felipe Massa deixasse Fernando Alonso passar.
No GP do Brasil, Sebastian Vettel precisava vencer para estar na disputa do título na última corrida do campeonato. Na etapa de Abu Dhabi, Vettel - que antes da corrida era o terceiro colocado - acabou sagrando-se campeão, com uma pequena ajuda de Vitaly Petrov (Renault F1), que acabou segurando a pressão de Alonso nas últimas voltas. Foi também o último ano da Bridgestone como fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1, dando lugar à Pirelli.
A disputa de ultrapassagem mais acirrada do campeonato foi o duelo com a "faca nos dentes" de Barrichello com Schumacher no GP da Hungria, no qual o piloto brasileiro fez uma ultrapassagem sobre o heptacampeão, sendo pressionado contra o muro do pit-lane e na saída dos boxes.
Foi ainda o último ano dos difusores duplos soprados, artifício que fora muito bem desenvolvido por Newey nos carros da Red Bull Racing.
2011-13: OS ANOS DE SUPREMACIA DE VETTEL E O RETORNO DO KERS
2011 Foi um ano marcado pelo domínio de Vettel e o retorno do KERS e a adição da asa traseira móvel, foi proibido o duto frontal e a libertação do jogo de equipa. Vettel permaneceu na liderança do campeonato durante o ano todo. O piloto alemão ainda conquistaria 2 títulos, em 2012 e 2013, sagrando-se tetracampeão da F-1, empatando em número de títulos com Alain Prost.
2014-: O DOMÍNIO DA MERCEDES E O ACIDENTE FATAL DE BIANCHI
Na temporada de 2014, Nico Rosberg e Lewis Hamilton polarizaram a disputa pelo título de pilotos. Além deles, o único piloto a vencer corridas foi o australiano Daniel Ricciardo (Red Bull Racing), que conquistaria 3 vitórias.
Este campeonato foi marcado, ainda, pelo violento acidente envolvendo o francês Jules Bianchi, da Marussia; na volta 41 do Grande Prêmio do Japão, o MR03 de Bianchi saiu da pista e bateu violentamente em um guincho que retirava o Sauber C33 do alemão Adrian Sutil. Levado ao Hospital Geral de Mie, o francês foi transferido ao Hospital Universitário de Nice, sua cidade natal, permanecendo 9 meses em coma. Ele não resistiu e faleceu em 17 de Julho de 2015, tornando-se o primeiro piloto a morrer na Fórmula 1 desde Ayrton Senna, em 1994.
Em 2015, Hamilton liderou o campeonato desde a abertura e tornou-se campeão com antecipação de três corridas ao vencer nos Estados Unidos.
Em 2016, Rosberg venceu as quatro primeiras corridas da temporada (Austrália, Bahrein, China e Rússia). No Grande Prémio da Espanha, Hamilton tentou dar o troco na saída da curva três, mas Nico fechou a porta e Hamilton acabou saindo da pista, perdendo o controlo e batendo no alemão e acabou colocando as duas Mercedes fora da prova e mais uma vez disputando o título com o companheiro de equipa, desta vez Rosberg sagrou-se campeão mundial ao chegar em segundo lugar na última corrida em Abu Dhabi e se tornar o segundo filho de campeão a levar o título na história da Fórmula 1 igual ao pai, Keke Rosberg (1982).
Em 2017, a disputa da Formula 1 começaria novamente. A disputa pelo título teria mais uma vez Lewis Hamilton (Mercedes), lutando com Sebastian Vettel (Ferrari). Foi a primeira vez que a Mercedes GP teve um concorrente directo na disputa do campeonato, já que de 2014 a 2016 a disputa era caseira na Mercedes (Hamilton × Rosberg). Dentro da Fórmula, não acontecia uma disputa entre diferentes equipas desde a temporada de 2013 (que sagrou Sebastian Vettel tetracampeão consecutivo, 2010-13). O GP da Austrália foi vencido por Vettel, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Com esse resultado percebeu-se que a temporada seria muito disputada e teria a volta de um duelo de pilotos de diferentes equipas. No Grande Prémio da China, Lewis venceu e Sebastian chegou sem segundo, e o campeonato ficou empatado entre Hamilton e Vettel. O Grande Prêmio do Bahrein foi vencido pelo alemão, com o inglês em segundo. O Grande Prêmio da Rússia foi vencido por Valtteri Bottas, que conquistava sua primeira vitória na F1, Vettel em segundo e Hamilton em quarto. Lewis vence na Espanha e Sebastian chega em segundo. No Grande Prémio de Mónaco a Ferrari conquistou sua primeira dobradinha, com o alemão em primeiro, Hamilton teve problemas na classificação e não conseguiu mais do que um sétimo lugar no apertado Circuito de Mónaco. Lewis voltou ao triunfo no Grande Prémio do Canadá, com o rival do campeonato chegando apenas em quarto, o que amenizava o prejuízo de Mónaco. No Azerbaijão, Ricciardo venceu, com Lewis e Vettel chegando em quinto e quarto respectivamente. Na Áustria, Bottas venceu mais uma, Hamilton chegou apenas em quarto e o líder do mundial em segundo. Na Inglaterra, a flecha de prata corria em casa, e venceu a prova, com Vettel chegando apenas em sétimo depois de um pneu furado na última volta. O inglês estava agora a 1 ponto de se igualar ao alemão no campeonato, mas na Hungria a Ferrari deu o troco e conseguiu mais uma dobradinha, com o carro número 5 na primeira posição, o piloto da Mercedes chegou apenas em quarto, seu companheiro subiu ao pódio. Depois das férias do meio de temporada, Lewis Hamilton venceu na Bélgica e Na Itália, e assumiu a liderança do campeonato por 3 pontos. No Grande Prémio de Singapura o alemão da Ferrari foi pole, mas depois de um toque na largada entre Vettel,Kimi e Verstappen, os três foram forçados a abandonar a prova, e o inglês que havia largado em quinto, pulou para a ponta logo nas primeiras curvas depois de uma excelente corrida e foi o vencedor deste Grande Prémio, a liderança do mundial aumentava para 28 pontos. Na Malásia, Hamilton foi segundo, e Vettel que teve de largar de último chegou em quarto, a vantagem no campeonato subia para 34 pontos. No Japão, Lewis voltou ao triunfo e Sebastian Vettel teve que abandonar antes de décima volta por problema de vela. A liderança do britânico dava um salto de 34, para 59 pontos. Nos EUA Hamilton venceu com conforto e o seu rival foi segundo, e a liderança subiu mais 7 pontos (de 59, para 66 pontos). No México, Lewis Hamilton assegurou o quarto título na Formula 1 com 56 pontos de vantagem (com 50 ainda a serem disputados) com um nono lugar, o seu concorrente foi quarto, mas não foi suficiente para manter a luta viva. Lewis foi campeão com duas provas de antecedência.
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